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Garantia Safra poderá ser liberado em julho |
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As poucas chuvas que caíram no Ceará levam agricultores a se
reunirem, hoje, em Paramoti
Fortaleza.
Liberação dos recursos do Programa Garantia Safra a partir do próximo
mês de julho, manutenção do programa de carros-pipa e abertura de linhas
de crédito para pecuaristas. Essas serão algumas das demandas a serem
encaminhadas ao Ministério do Desenvolvimento Agrário pelo governador do
Ceará, Cid Gomes. A previsão é de que o encontro no MDA aconteça já
nesta semana, quando os prefeitos cearenses estarão em Brasília,
participando da Marcha aos Prefeitos.
No Ceará, são 291 mil
agricultores inscritos no Programa Garantia Safra, que recebem quatro
parcelas de R$ 150,00. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e
Extensão Rural do Ceará (Ematerce), as perdas de safra no Estado este
ano já chegam a 57%. "O Garantia Safra é uma das mais importantes redes
de proteção ao agricultor", considera Cid, que avalia que programas como
esse, e como o Bolsa Família, têm diminuído a gravidade da estiagem. O
governador disse também que o Ceará é o estado com maior número de vagas
no Programa.
Cid também solicitou o empenho dos gestores
municipais que estão com parcelas em atraso para regularizarem a
situação e cobrou mais compromisso dos municípios que não aderiram ao
Programa. Dos 177 municípios aptos a participarem do Programa, 122 estão
com a situação regularizada. Este ano, os municípios têm a opção de
escolher quem identificará as perdas. Se o Governo Estadual, pela
Ematerce, ou um técnico do próprio município. 31 municípios ainda não
definiram e portanto podem prejudicar a liberação do Garantia Safra.
Situação
de emergência
O governador ainda adiantou que nos
próximos dias deverá assinar o decreto que atesta a situação de
emergência no Estado. Para o presidente da Federação dos Trabalhadores
na Agricultura do Ceará (Fetraece), Moisés Braz, o assunto deve ser
tratado com urgência pelos prefeitos, tendo em vista que os agricultores
não têm outra expectativa que não seja os recursos do Garantia Safra.
Já o secretário da Agricultura do município de Pedra Branca, Hélio
Chaves, destacou que no município são mais de cinco mil agricultores
inscritos e que os recursos para lá aportam mais de R$ 3 milhões a
economia local. Na economia do Estado, o Garantia Safra injetará R$ 174
milhões.
Audiência pública
Preocupados
com a estiagem que se abateu sobre o semiárido cearense, vereadores dos
Municípios de Canindé, Caridade, Itatira, Paramoti, Madalena e Boa
Viagem, que formam o Parlamento Regional dos Sertões de Canindé,
realizam, hoje, às 9 horas, na sede da Casa Paroquial de Paramoti
audiência pública para tratar assuntos relacionados à estiagem,
pagamento do Garantia Safra e abastecimento de água nas comunidades
rurais dos seis Municípios.
Conforme o presidente do Parlamento,
vereador Francisco José Lopes de Oliveira, deverão participar deputados
federal, Ematerce e Comissão de Agropecuária, Recursos Hídricos e
Minerais da Assembleia Legislativa. A situação nos sertões de Canindé é
de muita preocupação. Segundo dados da Ematerce, a perda da safra é de
80% para milho, 70% no feijão e 50% para mamona. Segundo o diretor do
escritório local da Ematerce em Canindé, Francisco Paes Pinheiro, esses
percentuais já são suficientes para decretar estado de emergência.
Escassez
de chuva
Walmir Severo Magalhães, da Secretaria de
Desenvolvimento Agrário, disse que na história do Ceará, "nos últimos 72
anos, nunca se tinha visto um mês de fevereiro tão ruim e há 56 anos
não se tinha um mês de março tão fraco. Para se ter ideia choveu nos
Sertões de Canindé 54,5% abaixo da média este ano. A média é de 756
milímetros em um inverno normal". Em Itatira choveu 67.2% a menos da
média e, em Madalena, as chuvas caídas atingiram 63% abaixo da média
esperada.
Segundo ele, é uma situação de emergência. "As chuvas
de abril minimizaram o pasto, que assegura comida para os animais até os
meados de junho. Apenas 67% do que era previsto foi plantado nos
Sertões de Canindé. Em todo Sertão Central, a média gira em torno de 48%
de todo plantio que estava previsto", explica. "O clima já é de
apreensão. As chuvas não estão criando pasto. Chove, depois passa 8 dias
sem chover e o pasto murcha e fica fraco", diz o agricultor Joaquim
Clementino Braz, de 70 anos, da localidade de Primavera em Canindé.
Domingo Forte, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, diz que tudo
caminha para seca total.
Tristeza
"O
clima já é de muita apreensão entre nós. As chuvas não estão criando
pasto" Joaquim Clementino Braz Agricultor
MAIS
INFORMAÇÕES Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado
do Ceará (85) 3101.8002 www.sda.ce.gov.br |
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Notícia Postada em 17/05/2010
por: Eudes Moura |
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