O número de mortos após o terremoto que atingiu o Haiti na última
terça-feira (12) pode superar 200 mil pessoas, disse neste domingo (17)
o militar americano que comanda a ajuda militar no país caribenho, o
tenente-general Ken Keen.
Kenn, que é subchefe do Comando Sul, deu a declaração ao ser
questionado pelo canal ABC News sobre um balanço de que as mortes
estavam entre 150 mil e 200 mil mortos. Ele afirmou:
- Acredito que a comunidade internacional administra estes números, e acredito que este é um ponto de partida.
Balanços divulgados pelo governo haitiano e agências de ajuda após o
terremoto que destruiu Porto Príncipe e outras cidades do leste do país
variam entre 50 mil e 100 mil mortos.
Inicialmente, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive,
disse que havia 100 mil mortos no país. O cálculo inicial foi
considerado exagerado e a Cruz Vermelha indicou que os óbitos eram de
cerca de 50 mil.
Já neste fim de semana, o presidente do Haiti, Réné Préval, quantificou o número de mortes em cerca de 140 mil.
Para lidar com tantos corpos, que foram até mesmo utilizados em
barricadas para protestar, o governo brasileiro anunciou hoje uma
mudança de sua tática. Em vez de covas coletivas para enterros rápidos,
agora a ordem é buscar orientação com os haitianos para não desrespeitar as regras da religião vodu.
A dificuldade de se mensurar a dimensão da tragédia também é parte das estruturas frágeis do país, como já relatado por pesquisadores e arquitetos ao R7. Não há um controle exato de quantas pessoas habitavam em certa região e nem mesmo um totalmente confiável de censo do país.
Os últimos dados qualitativos, por exemplo, sobre distribuição e
condições de moradia são de 2003, usando material recolhido ainda
antes, de acordo com o próprio Instituto Haitiano de Estatística e
Informática.
Do R7, com France Presse