A intolerância entre as torcidas marcou o primeiro Clássico-Rei do ano. Antes do início do jogo entre Ceará e Fortaleza, muita confusão dentro e fora do estádio.
No terminal da Parangaba, ônibus foram depredados e passageiros
ficaram feridos com os estilhaços dos vidros. Na entrada do Castelão,
torcedores de Ceará e Fortaleza trocaram ameaças. Houve correria e a
polícia teve que intimidar os torcedores, apontando armas para evitar
confrontos mais violentos.
Neste domingo (31), 535 policiais militares, além de equipes do
Ronda do Quarteirão e Guardas Municipais foram mobilizados para o
esquema de segurança do Clássico-Rei, mas não foram suficientes para
evitar, não apenas um, mas vários confrontos entre as torcidas
adversárias.
Flagrantes de desrespeito
A equipe da TV Diário
flagrou o momento em que um homem foi abordado pela polícia, depois de
uma briga. Um outro jovem teve o rosto machucado, quando o ônibus em
que estava, da linha Paranjana, foi apedrejado. O vendedor ambulante
Pedro Linhares estava no mesmo ônibus e também ficou ferido.
Já no interior do estádio, a rivalidade aumentou e a polícia teve de
interferir com armas em punho para controlar a tentativa de confronto.
Quem queria aproveitar um momento de lazer ficou revoltado.
Preocupados com a insegurança, muitos torcedores se apressaram para
deixar o Castelão, antes mesmo do final da partida. O autônomo Carlos
dos Santos comenta, "vim com minha família, minha filha pequena, a
violência está muito grande".
Medida preventiva
Como forma de prevenir novos conflitos, a torcida do Ceará foi
liberada meia hora antes dos torcedores do Fortaleza. Para facilitar o
escoamento e evitar acidentes, agentes da Autarquia Municipal de
Trânsito bloquearam a entrada da avenida Dedé Brasil, para onde,
normalmente, segue o maior fluxo de pessoas.
Fonte: Diário do Nordeste