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Alanis: Promotoria vai entregar denúncia hoje |
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Na instrução criminal, o acusado deverá ser indagado sobre as afirmações que fez durante entrevista a TV |
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O Ministério Público entrega hoje à Justiça a denúncia contra o
estuprador Antônio Carlos dos Santos Xavier, 30, o ´Casim´, ou ´Maníaco
do Canal´, réu confesso do rapto, estupro e assassinato da menina
Alanis Maria Laurindo de Oliveira, crime ocorrido no último dia 5. O
processo está tramitado na Segunda Vara do Júri e o início da instrução
criminal (fase de depoimentos e coleta de provas) deverá ser marcado
também hoje.
Antônio Carlos deverá responder por quatro crimes;
rapto, estupro, assassinato e ocultação de cadáver. Somadas, as penas
poderão chegar a 30 anos de prisão. Ele já é condenado a pena igual,
mas havia se beneficiado com a mudança do regime fechado para o
semiaberto depois de passar oito anos recolhido no Instituto Penal
Paulo Sarasate (IPPS).
Com a fase da instrução criminal
iniciada, a Justiça vai ouvir as testemunhas de defesa e acusação, além
do próprio acusado. A denúncia feita pelo réu durante uma entrevista à
TV, de que outras pessoas teriam participado da trama e do assassinato
da menina será esclarecida.
O delegado Lira Ximenes, que
presidiu o inquérito sobre o fato, deverá também ser interrogado para
falar sobre como chegou ao acusado e as provas que coletou no andamento
da investigação sigilosa. O inquérito contou com informações obtidas
também pelo Departamento de Inteligência Policial (DIP) e pela
Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa).
Na
entrevista que concedeu a uma emissora de televisão local, Antônio
Carlos foi enfático ao afirmar que não cometeu o crime sozinho. Sem
citar nenhum nome, disse que os comparsas lhe ajudaram desde o momento
em que ele raptou a menina, na porta de uma igreja católica, no
Conjunto Ceará, até o desfecho do caso, quando a menina foi violentada
e assassinada em um terreno baldio na Rua Rui Monte, no bairro Antônio
Bezerra (zona oeste).
Dívida
´Casim´
contou que praticou o crime em parceria com alguém que cobrava uma
dívida dos pais da menina. Sua versão revoltou os familiares da
criança. Os pais da garota sustentam que não têm nenhuma dívida que
pudesse levar ao trágico acontecimento. Para eles, o criminoso teria
sido orientado para falar acerca disso, tentando distorcer as
investigações feitas pela Polícia com a ajuda da população do Conjunto
Ceará.
Quase um mês depois do crime, o acusado permanece
recolhido em uma cela isolada e monitorada por câmeras na Casa de
Privação Provisória da Liberdade III (CPPL III), no Município de
Itaitinga.
A regressão de regime aplicada ao acusado há duas
semanas, pelo juiz da Vara das Execuções Criminais, Habeas Corpus e
Corregedoria de Presídios, Luiz Bessa Neto, fará com que ele permaneça
recolhido na cadeia. Já há a promessa da Secretaria da Justiça de
encaminhá-lo para o Presídio de Segurança Máxima que está em construção
no Município de Pacatuba (Região Metropolitana de Fortaleza).
O irmão de ´Casim´, Chales, detido durante as investigações, permanece preso. Ele também é acusado de estupro.
FERNANDO RIBEIRO EDITOR |
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Notícia Postada em 01/02/2010
por: Eudes Moura |
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