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Índice de escolaridade das famílias aumentou no Ceará |
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Apesar de não haver consenso da influência da escolaridade dos pais, os educadores indicam que o diálogo é o caminho |
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Embora as escolas tenham percebido que a ausência dos pais é cada vez
mais constante, uma questão se coloca à relação: a escolaridade dos
pais influencia no acompanhamento dos filhos? Apesar de ainda não haver
consenso entre os pedagogos, o Instituto Brasileiro de Geografia
Estatística (IBGE) constatou que os anos de estudos de pais e mães
cearenses aumentaram no Estado, no Nordeste e no País, entre 1998 e
2008.
Por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad) de 2008, o IBGE informou que os anos de estudos de pais e mães
de crianças cearenses, entre 0 e 14 anos, aumentaram em dois anos entre
as mães. Em 1998, a média era de 4,4 anos. E, em 2008, esse total subiu
para 6,4. Entre os pais, o aumento foi um pouco menor: de 3,6 para 5,2,
representando a média de 1,6 ano.
Fora a escolaridade, os
pedagogos acreditam que os pais têm de estar conscientes do papel de
modelo que eles exercem junto às crianças. Prova disso é que, em 2008,
o Instituto Pró-Livro publicou a pesquisa quantitativa "Retratos da
Leitura no Brasil". Nela, dentre o universo de 5.012 entrevistados, 49%
afirmaram que quem mais o influenciou a ler foi a mãe. 30% atribuíram a
prática aos pais e 33% a leitura aos professores.
"Quanto maior
a escolaridade, sobretudo das mães, maior é a convivência com os filhos
e o diálogo. Quando elas compreende isso, mais valor as crianças e
adolescentes dão à escola", opina Airton Oliveira, presidente do
Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará
(Sinepe-CE). Já para a pedagoga, psicóloga e professora da Universidade
de Fortaleza (Unifor), Lina de Gil, não há relação entre o
acompanhamento e a escolaridade. Para ela, esse aspecto apenas vai
definir "locais e valores de livros, por exemplo, que as crianças menos
favorecidas não têm acesso".
Assim como Lina de Gil, a
secretária de Educação do Estado, Izolda Cela, também acredita que um
ponto não está relacionado ao outro. "Chega ao fato de os pais não
saberem ler e serem rigorosos, terem a atitude de valorização da escola
e de cobrança dos estudos. O jovem tem nos pais o espelho e, se veem no
discurso deles, valorizam também", defende.
Medidas
Por
isso mesmo, independentemente do nível de escolaridade, as
psicopedagogas do Caic, Eugênia Nogueira, e Maria Aparecida da Costa,
indicam que o primeiro passo para os pais mudarem é irem às escolas,
mesmo quando não forem chamados. E, após isso, aproximarem-se dos
filhos e criarem horários para diálogos e um tempo de atenção apenas
para eles. "Se os pais vêm apenas quando os filhos se comportam mal, só
isso será passado para as crianças. Eles precisam também ouvir os
elogios, conversar com os pais", discute Eugênia Nogueira.
Para
Izolda Cela, a partir do momento em que os pais acompanham mais de
perto os estudos das crianças, podem cobrar mais das escolas. Assim
como também frisa, a escola pode cobrar mais deles.
ENSINO INFANTIL Quanto mais cedo começar, melhor, dizem especialistas
Apesar
do corre-corre e da falta de tempo diários, alguns pais temem em deixar
"cedo" os filhos nas escolas ou creches. Conforme os especialistas da
área, há grandes benefícios quando as crianças participam, ainda bem
pequeninos, de aulas ministradas por educadores. Porém, como alertam,
todo esse processo, claro, deve ser bem acompanhado pelos pais.
"Acredito
que as crianças indo cedo à escola se adaptam melhor ao caminho que
será percorrido. Elas ficam mais soltas, independentes. Isso, claro,
não é regra, mas, em geral, é o que percebemos", observa a pedagoga,
psicóloga e mestre em Psicologia, Lina de Gil.
Professora da
Universidade de Fortaleza (Unifor), Lina de Gil defende que levá-los ao
ambiente escolar cedo é melhor do que deixá-los com quem não possui
formação ideal. Até porque, como alerta, as creches e escolas são os
espaços que colaboram com o desenvolvimento. "É onde fazem descoberta
de si mesmos, de sua origem, das necessidades básicas".
Para o
pedagogo Airton Oliveira, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos
Particulares de Ensino (Sinepe-CE), caso os pais não tenham com quem
deixar os filhos, na idade de 0 a 3 anos, o melhor é matriculá-los nas
creches. Assim como Lina, Oliveira argumenta que "é super importante a
socialização para a formação futura". Afinal, nas creches, eles
estabelecem aproximação com as demais crianças . Essa convivência, com
a mediação dos educadores, favorece a expressão; leitura de mundo; e a
curiosidade. "Quando colocam nos primeiros anos, eles se adaptam
melhor".
A observação também é confirmada pela diretora do
Centro de Educação Infantil Darcy Ribeiro, Socorro Guerreiro. Segundo
ela, as crianças que tiveram o acompanhamento infantil apresentam maior
desenvolvidos dos aspectos sociais, motores e cognitivos. "Eles têm
mais desenvoltura, autonomia e compreendem melhor", diz.
Estimular a leitura
1 - Leia sempre. As crianças seguirão o seu exemplo naturalmente
2 - Leia e conte histórias desde bebê. O contato com as narrativas melhora o desempenho
3 - Dê livros, revistas e gibis de presente
4 - Deixe os livros ao alcance das mãos dos pequeninos
5 - Reserve um horário para ler como um momento de prazer
6 - Comente o livro, após a leitura e incentive-o a contar a história a alguém
7 - Repita a leitura do mesmo livro ou gibi quantas vezes ele quiser
8 - Leve as crianças para explorar bibliotecas e livrarias
9 - Estimule atividades que precisem de leitura
Fonte: www.educarparacrescer.com.br
Escolaridade
2
anos
de estudo aumentaram entre as mães cearenses, segundo os dados do Pnad,
do IBGE. Em 1998, eram 4,4 e, em 2008, a média de anos passou para 6,4.
1,6
ano
foi a média de anos de estudos que cresceu entre os pais cearenses,
também conforme o Pnad. Em 1998, a média era de 3,6 anos e, em 2008,
subiu para 5,2.
JANINE MAIA REPÓRTER |
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Notícia Postada em 01/02/2010
por: Eudes Moura |
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